Silenciosamente e desconfortavelmente, algo vem chamando atenção. O sumiço dos escritores, sonhadores e artistas de plantão. Será que o mundo sucumbiu a fria e cruel realidade? Ou será e que todo o romance que cercava nossa sociedade de sonhadores simplesmente declinou ao fracasso?
Pelo que minha mente, ainda sonhadora, recorda, um tempo atrás, o mundo, ou mesmo a vida, tinha uma pitada a mais de gosto ao mostrar sua habilidade de fazer as situações, o cotidiano, uma piada, um verso de amor ou uma simples gota de chuva serem descritos em seus blogs, diários, sites e tantas outras coisas. E então podiam virar uma bela cronica, um pequeno filme, quem sabe o assunto pra se trocar e-mails durante a estressante semana de trabalho, apenas para jogar uma alegria a mais nos gélidos corações escravos do tempo.
Pelo que minha mente, ainda sonhadora, recorda, um tempo atrás, o mundo, ou mesmo a vida, tinha uma pitada a mais de gosto ao mostrar sua habilidade de fazer as situações, o cotidiano, uma piada, um verso de amor ou uma simples gota de chuva serem descritos em seus blogs, diários, sites e tantas outras coisas. E então podiam virar uma bela cronica, um pequeno filme, quem sabe o assunto pra se trocar e-mails durante a estressante semana de trabalho, apenas para jogar uma alegria a mais nos gélidos corações escravos do tempo.
Será que nos perdemos? Será que a magia de deixar a vida mais "literária", "cinematográfica", "romântica" se foi? Somos agora o que pode-se chamar A sociedade dos poetas mortos. Estamos acomodados, não vemos a maravilha do Sol nascer, não ligamos pra beleza furiosa das ondas do mar e nem mesmo ligamos pro resto da imponente Criação. Estamos desaprendendo o valor de algumas coisas, regredindo a primitividade.
Talvez o segredo não seja apenas abrir os olhos de manhã e recomeçar toda a prosaica rotina, mas esteja em viver a singularidade de cada segundo que o relógio marca. E viver intensamente.
Talvez o segredo não seja apenas abrir os olhos de manhã e recomeçar toda a prosaica rotina, mas esteja em viver a singularidade de cada segundo que o relógio marca. E viver intensamente.
Aí sim até mesmo o chingo do chefe no trabalho seria encarado como mais um texto engraçado do seu blog, um pássaro voando seria motivo pra uma bela pintura e o sorriso atravessado de alguém do sexo oposto poderia ser tão mágico a ponto de dar em casamento. A vida é como ela é, mas é diferente de como deveria ser.
E eu fico na espera de que um vento tropical reanime essas tumbas cheias de teias, poeira e sujeira e devolva a vida para essa sociedade de poetas mortos.


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