quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

COISAS DE IRMÃOS

Minhas irmãs são tansas, isso é lógico. Mas digo isso com todo o amor.Pra exemplificar, o apelido de uma é pior do que o da outra. Tudy e Meyre. Não que o meu esteja a um nível muito acima na classificação dos apelidos, mas vai lá. Joguemos a culpa dos apelidos tansos no nosso progenitor Cicero e deixemos isso de lado.
Já não é de hoje que as minhas irmãs são nordas. A Ellen (parte original da família porque é preta) já me atropelou de bicicleta, mas eu sobrevivi por mais que ela quisesse ter me matado. A Anne (parte falsa da família porque é branca que nem um grão de arroz) já tentou me matar diversas vezes. Com uma arma? Não com idiotice mesmo. Me matar de tanto rir.
Claro que eu já perdoei as duas por todas essas tentativas de homicídio, mas o fato inegável é que uma delas sempre teve o dom levemente voltado pro lado mal, né Ellen? Alias, pra quem não sabe, o nome verdadeiro dessas duas figurinhas é Meyreellen e Meyreanne (não, não sou Meyremarcos). Enfim. A Ellen sempre tirou a Tudyanne e eu do serio. O mais engraçado é que quando a gente ia “contar pro pai” tudo o que ela fez de mal no dia, ela sempre inventava uma desculpinha pra suas maldades, mas isso não impedia os três de serem punidos ( e gloria a Deus pelas palmadas).
A Ellen era tão fora do normal que um dia ela comeu algo que não devia. Estava meu pai doido pra exterminar o rato que rondava a casa, por isso comprou uma ratoeira e colocou uma linguiça na isca. O que a Ellen, pequenina, mas não inocente, não entendeu nessa historia é que a linguiça era pro rato. Pro rato! E acreditem se quiser, ela comeu a linguiça! Hoje é possível saber o motivo de ela ser assim, tão Ellen!
Mas a Anne não escapa da minha memoria também. Ah, ainda lembro daquela bolinha rolando pela casa! Minha bola de basquete que eu ganhei de aniversario? Não, a Anne balofinha como era. Nunca esquecerei o dia em que ela vomitou arroz com cenoura (ela não come isso até hoje). Um dia, encontrei meu boneco do Woody com suas cores alteradas na parte frontal do rosto. “Que estranho” eu pensei. “Ah, deve ser boneco de 1,99”. Mas não foi muito tempo depois que eu descobri que a doce e inocente Tudy esfregou o rosto do meu brinquedo preferido contra a calçada da casa da vó, retirando toda a tinta dele. Grrr!
Alias esse boneco já deu alguns sustos em mim que prefiro nem comentar!
Mas apesar de toda a tansisse, eramos irmãos unidos e felizes. Elas brincavam de carrinho comigo e eu inseria meus heróis nas cidades fantasiosas onde as Barbies delas viviam com seus Kens. GT Turbo era o carro top de linha na época! Claro que a brincadeira sempre acabava com a chegada do terrível Chambinho, um dinossauro controlado pelo meu querido papai!
Isso porque já era hora de ir pra cama, “dormir com Jesus”, depois acordar cedo pra ler a Biblia da Garotada e ligar a TV para não perder um segundinho do “O Fantastico Mundo de Bob”.
É, briguinhas, emboladinho, KinderOvo. São coisas de irmãos. Cruj, cruj, cruj. Tchau!

3 comentários:

ellendenisee disse...

hahahahaha!
como ri desse texto!!
huahuahau
as tuas queimaceiras tu não conta né seu preto =P

Ana Claudia disse...

eu só queria saber quem é a primeira menina ali do teu lado HAHHAHAAHAH

Jéssica disse...

Cruj cruj cruj

Postar um comentário