segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MENDIGANDO O TEMPO

As vezes a gente sisma nessa história de voltar no tempo, de querer achar que tudo no passado era melhor. É tão anormal quanto andar de bicicleta de saia - mais anormal foi essa analogia.
Absurdo! 
É o mal de mendigar o tempo. Nostalgicamente falando, é sempre bom relembrar o passado. De como voce já foi banguela um dia, ou de como o Hitler parecia mau antes de existir o twitter. De pacifico hoje só tem o oceano. Salve as baleias!
Claro que certas coisas ja deveriam ter saido da sua memória, como a imagem da irmãzinha andando de bicicleta, anunciando a salvação e dizendo que os jovens dessa geração são imorais.
Irmãs de saia a parte, dizer que o passado era bem melhor não é só falta de assunto, como também um equívoco. Nós humanos, fomos designados para viver em novidade de vida. Na igreja, não no museu. No altar, não no travesseiro, - (esse trecho foi dedicado a voce que se considera um forever alone).
Ser-humano tem que entender que as coisas mudam e as mulheres, que nada tem de humanas, devem aceitar seu destino. Submissão.
Passado, submeta-se ao presente. Mulher, o mesmo a respeito do seu marido.
Mas é que é bem mais emocionante e bem mais intrigante, viver com a cabeça no futuro, mas com os pés no presente. Você descobre que ser criança na verdade era chato, que os novos amigos são os melhores, e os inimigos melhores ainda.
Descobre que fazer academia não leva a lugar nenhum, que professor é a pessoa mais xingada da face da terra, que usar terno é legal e beijar a boca de um amor verdadeiro mais ainda.
Sem contar a sua expectativa de que terá dinheiro no próximo ano, que é comparável a espera de que os carros voem. Dai voce se dá conta que nunca deixou de ser criança porque ainda acredita no Papai-Noel.
Ilusórios ou não, esses são os dias em que vivemos e o nome deles faz juz ao que eles são. O PRESENTE.

sábado, 27 de agosto de 2011

A SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS


Silenciosamente e desconfortavelmente, algo vem chamando atenção. O sumiço dos escritores, sonhadores e artistas de plantão. Será que o mundo sucumbiu a fria e cruel realidade? Ou será e que todo o romance que cercava nossa sociedade de sonhadores simplesmente declinou ao fracasso?
Pelo que minha mente, ainda sonhadora, recorda, um tempo atrás, o mundo, ou mesmo a vida, tinha uma pitada a mais de gosto ao mostrar sua habilidade de fazer as situações, o cotidiano, uma piada, um verso de amor ou uma simples gota de chuva serem descritos em seus blogs, diários, sites e tantas outras coisas. E então podiam virar uma bela cronica, um pequeno filme, quem sabe o assunto pra se trocar e-mails durante a estressante semana de trabalho, apenas para jogar uma alegria a mais nos gélidos corações escravos do tempo. 
Será que nos perdemos? Será que a magia de deixar a vida mais "literária", "cinematográfica", "romântica" se foi? Somos agora o que pode-se chamar A sociedade dos poetas mortos. Estamos acomodados, não vemos a maravilha do Sol nascer, não ligamos pra beleza furiosa das ondas do mar e nem mesmo ligamos pro resto da imponente Criação. Estamos desaprendendo o valor de algumas coisas, regredindo a primitividade.
Talvez o segredo não seja apenas abrir os olhos de manhã e recomeçar toda a prosaica rotina, mas esteja em viver a singularidade de cada segundo que o relógio marca. E viver intensamente.
Aí sim até mesmo o chingo do chefe no trabalho seria encarado como mais um texto engraçado do seu blog, um pássaro voando seria motivo pra uma bela pintura e o sorriso atravessado de alguém do sexo oposto poderia ser tão mágico a ponto de dar em casamento. A vida é como ela é, mas é diferente de como deveria ser.
E eu fico na espera de que um vento tropical reanime essas tumbas cheias de teias, poeira e sujeira e devolva a vida para essa sociedade de poetas mortos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

ESTÁ NO AR

Eu sinto algo no ar. É completamente distinto e inteiramente secreto. Nesse mundo abstrato, prevalece a paciência, some a impulsividade, mas a sensação térmica apesar do frio, poderia fazer explodir qualquer termômetro. O que define o futuro é o auto-controle. Friaca que fica de lado, empurrada pra fora por um coração que pulsa diferente. Está no ar e é até meio cinematográfico esse assunto de epidemia. Admito que a minha mascara de ar não era tão boa assim. Contágio.
Não é lá daquelas gripes que te deixam mendigando na cama por dias, mas certamente passa longe de ser um resfriado qualquer - me derrubar está difícil.
Dias estranhos estes de inverno. São mágicos e imprevisíveis, lembram até esses desenhos de TV antigos - esses em preto e branco e que no fim das contas não são tão fictícios assim.
Está no ar. Essa sensação de bipolaridade. Exteriormente é como a Antártida, interiormente, a ilha do Lost. Secreta, selvagem e tropical. Volta a tona uma necessidade por músicas melosas e filmes de gênero alternativo.
Me faz sentir saudade do futuro, distante de pressa, que é maldosa e ineficaz. Perspicaz é a habilidade de ficar em silencio, sem ter medo de parar no tempo. Relógio que rola. 
E aliás, que horas são? Vejo somente aquelas horas iguais no ponteiro digital. É além disso tempo de se orgulhar na frente do espelho antes de pensar em colocar o pé fora de casa! Orgulho de parecer uma bola! Elegância no talo - sendo sempre modesto, menos pra nossa mãe, que te faz sentir um Brad Pitt da vida, após o pai dar um belo de um tabefe nas suas costas ao ver um novo brilho nesse tal de olhar.
Brilho que é rapidamente encoberto por desculpas esfarrapadas. Das mais diversas. Disse ao papai que vi um cachorro fazendo suas necessidades e isso me deixou feliz pela saúde do animal, mas meu pai ficou com uma bela pulga atrás da orelha, com toda a razão.
E falando em beleza, fica tudo mais belo quando as coisas são naturais, assim como o som do vento que faz balançar no varal esse coração pronto pra chuva, ou mesmo como o cachorro defecando lá na rua.
E que chova pra valer - acima das nuvens escuras sempre brilha um céu azul, como diz meu catálogo de clichês. Nem preciso citar as estrelas. Migué de lado, coração guardado. 
É, dona epidemia, a senhora está no ar. Não sei da onde veio, não sei pra onde vai. Sei apenas que estou respirando esse ar contaminado de amor.

terça-feira, 31 de maio de 2011

AULA DA FÍSICA NO COLETIVO



Já dizia o velho ditado: aqui se faz aqui se paga. Não é a toa que matar uma mosca tem suas consequências. Acredite ou não, a natureza fica em desequilíbrio e o mata-mosca limpo. Sendo assim e assim sendo, tudo gira em torno de uma outra expressão: ação e reação.
Isso vale para aqueles que prestavam atenção na aula de química, ou fisica. Não sei - com essa minha dúvida já demonstro que este não é meu caso. Mas vida escolar a parte, tudo que fazemos nos trás uma reação.
Por exemplo: certo sujeito (simpático, acima do peso, camisa molhada de suor), estava assentado confortavelmente na linha Nova Brasilia-Centro. Certamente que a flatulência misturada ao ar condensado do ônibus coletivo veio dele. O mau cheiro é a consequência do seu pum e com isso o mundo ao seu redor sofreu. Ação e reação. Descobri que foi o moço gordo o dono do peido pela sua tipica virada corporal para liberar os gazes. Enfim.
Já que a vida física é assim, a espiritual é bem parecida. O que é ligado na terra, é ligado o céu. Mas diferente da vida terrena, a gás que Ele dá não tem mau cheiro. Aliás, tem o titulo de aroma-suave. E se ação tem reação, então vale a pena por demais, porque a consequência nada mais é do que a vida eterna ao lado dele. E isso é algo que nem os livros de fisica ou quimica podem explicar. Einstein então fica no chinelo. Falo dele mesmo. Jesus Cristo!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

COISAS DE IRMÃOS

Minhas irmãs são tansas, isso é lógico. Mas digo isso com todo o amor.Pra exemplificar, o apelido de uma é pior do que o da outra. Tudy e Meyre. Não que o meu esteja a um nível muito acima na classificação dos apelidos, mas vai lá. Joguemos a culpa dos apelidos tansos no nosso progenitor Cicero e deixemos isso de lado.
Já não é de hoje que as minhas irmãs são nordas. A Ellen (parte original da família porque é preta) já me atropelou de bicicleta, mas eu sobrevivi por mais que ela quisesse ter me matado. A Anne (parte falsa da família porque é branca que nem um grão de arroz) já tentou me matar diversas vezes. Com uma arma? Não com idiotice mesmo. Me matar de tanto rir.
Claro que eu já perdoei as duas por todas essas tentativas de homicídio, mas o fato inegável é que uma delas sempre teve o dom levemente voltado pro lado mal, né Ellen? Alias, pra quem não sabe, o nome verdadeiro dessas duas figurinhas é Meyreellen e Meyreanne (não, não sou Meyremarcos). Enfim. A Ellen sempre tirou a Tudyanne e eu do serio. O mais engraçado é que quando a gente ia “contar pro pai” tudo o que ela fez de mal no dia, ela sempre inventava uma desculpinha pra suas maldades, mas isso não impedia os três de serem punidos ( e gloria a Deus pelas palmadas).
A Ellen era tão fora do normal que um dia ela comeu algo que não devia. Estava meu pai doido pra exterminar o rato que rondava a casa, por isso comprou uma ratoeira e colocou uma linguiça na isca. O que a Ellen, pequenina, mas não inocente, não entendeu nessa historia é que a linguiça era pro rato. Pro rato! E acreditem se quiser, ela comeu a linguiça! Hoje é possível saber o motivo de ela ser assim, tão Ellen!
Mas a Anne não escapa da minha memoria também. Ah, ainda lembro daquela bolinha rolando pela casa! Minha bola de basquete que eu ganhei de aniversario? Não, a Anne balofinha como era. Nunca esquecerei o dia em que ela vomitou arroz com cenoura (ela não come isso até hoje). Um dia, encontrei meu boneco do Woody com suas cores alteradas na parte frontal do rosto. “Que estranho” eu pensei. “Ah, deve ser boneco de 1,99”. Mas não foi muito tempo depois que eu descobri que a doce e inocente Tudy esfregou o rosto do meu brinquedo preferido contra a calçada da casa da vó, retirando toda a tinta dele. Grrr!
Alias esse boneco já deu alguns sustos em mim que prefiro nem comentar!
Mas apesar de toda a tansisse, eramos irmãos unidos e felizes. Elas brincavam de carrinho comigo e eu inseria meus heróis nas cidades fantasiosas onde as Barbies delas viviam com seus Kens. GT Turbo era o carro top de linha na época! Claro que a brincadeira sempre acabava com a chegada do terrível Chambinho, um dinossauro controlado pelo meu querido papai!
Isso porque já era hora de ir pra cama, “dormir com Jesus”, depois acordar cedo pra ler a Biblia da Garotada e ligar a TV para não perder um segundinho do “O Fantastico Mundo de Bob”.
É, briguinhas, emboladinho, KinderOvo. São coisas de irmãos. Cruj, cruj, cruj. Tchau!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

VIVER SEM FRONTEIRAS

Tenho um celular da TIM que parou de funcionar ja faz um tempinho. Eu sempre me amarro pra ir comprar um novo chip e enquanto isso a demanda de pessoas querendo entrar em contato comigo vai aumentando. Me pergunto por que eu fico me enrolando com uma coisa que nao funciona mais direito e nao tem mais sentido. Nao falo do celular e sim do chip que esta dentro. Preciso de um chip novo. Um sem arranhaoes e sem sujeira. Um que supra minha necessidade.
Eu tinha uma vida que parou de funcionar há um bom tempo. Eu me amarrava pra arruma-la e enquanto isso a demanda da minha alma aumentava. Eu me perguntava por que eu estava me enrolando com algo que nao funciona mais direito e nao faz mais sentido. Nao falo do meu corpo, mas da minha alma. Preciso de uma vida nova. Uma sem arranhoes e sem sujeira. Uma com minhas necessidas supridas;
Escrevo isso, porque o chip me lembra que viviamos como um chip velho que nao funciona mais! Nossa operadora sempre nos deixava na mao. As ligações que recebiamos eram trotes.
É como se o celular fosse o nosso corpo e o chip nossa alma. Um dia tivemos que trocá-la por uma nova, e quando isso aconteceu, tudo novo se fez. Os trotes nao nos abalam mais, pois o novo chip é mais forte que o primeiro. Não por ele, mas pela operadora. Agora temos os creditos promocionais chamados GRAÇA. Conversas ilimitadas de qualquer lugar. Principalmente da terra pro céu. Bonus quando menos esperamos e claro o plano INFINITY, que se chama eternidade.
Hoje eu comprei um chip novo e lembrei de quando tudo se fez novo na minha vida. Quando Jesus trocou esse chip velho e podre por um novinho em folha...e nem precisei discar #222.
Por mais que eu tenha me amarrado pra tomar essa decisão, ela valeu a pena e hoje não vejo utilidade alguma no meu chip antigo.  E pra ajudar nessa propaganda eu digo que só com Jesus é possivel VIVER SEM FRONTEIRAS!

DIA QUENTE

Todos sabem que Hollywood é a capital mundial do cinema, Smallville é a capital mundial dos meteoros e Joinville claro, é a capital mundial da chuva. Mas é também o melhor lugar de se viver. Pelo menos pra mim. Deus sabe como eu amo essa cidade. A arquitetura, os shoppings, A ONDA DURA. E por mais que chova, há dias em que o Sol muda todo o clima. Dias quentes, que enchem meu coração de alegria...e de calor. E alegria é a palavra da hora aqui dentro.
Sentimento que ninguém consegue explicar, apenas sentir e viver. A diferença é que a minha alegria não vai e volta como o vento. Ela é eterna. E vem do amor. O perfeito amor que só pode vir de Cristo. É Ele quem me completa.
A Biblia diz: Busque em primeiro lugar o Reino de Deus e as demais coisas vos serão acrescentadas. E isso não é somente uma frase de um livro. É Jesus falando. Ou seja, é real. E vale a pena buscar a Ele, pois isso nos leva a experimentar a vontade de Deus. Ela é boa perfeita e agradável. Por mais que as coisas aparentemente demorem a acontecer, creia que Ele está agindo. "Aos seus amados Ele dá enquanto dormem".
Encontre seu lugar ao Sol, abra a janela do seu quarto escuro. Não deixe que as cicatrizes da noite anterior continuem doendo, mas levante para realizar os sonhos que voce teve durante o sono. Creia em Deus, espere, confie Nele e as coisas irão acontecer. Não do jeito que você espera, mas de um jeito infinitamente melhor.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

SANEAMENTO BASICO


Sabe aquele alguém que você só olha de longe nem imagina cumprimentar ou conversar e quando se tem uma oportunidade você deixa a pessoa falando sozinha... ?
Sabe aquele alguém que você já olha julgando ser a pessoa mais orgulhosa do mundo e prefere nem se aproximar pra não se incomodar?
Então, são pessoas assim que geralmente entram na sua vida pra te incomodar e te tirar do serio. Por que isso acontece? Bom segundo o aurelio, não há explicação. Nos livros de química também não existe formulas para isso. Na Biblia talvez. E é ela que nos leva a uma palavrinha chamada TRATAMENTO. Um tipo de saneamento básico!
Nós pessoas somos como uma rede de esgoto que recebe detritos de outras pessoas (detrito=fezes+vomito+sobra de comida e outras porcarias), o que nos deixa sujos e poluídos mentalmente, fisicamente e espiritualmente. Sujos de coco? Fisicamente sim. Pra isso Deus criou a celulose. Mas eu falo sobre a sujeira interna. Espiritual. Aquela que faz você sentir o preconceito que citei inicialmente por alguém que você nem conhece. Isso é um verbo chamado JULGAR e o aurelio o explica taxativamente (pode olhar lá) o que é isso. Não só o aurelio como também a Biblia.
E claro que Deus usa exatamente as pessoas que você tem preconceito ou julga pra dar uns tratos na sua rede de esgoto. Sim, o saneamento básico. O mais interessante é depois que você conhece a pessoa e ela não é nada do que você imaginou que ela fosse. Acredite! As minhas amizades mais duradouras foram iniciadas assim! No fim das contas ela se torna o mais intimo ser humano que você já conheceu. Se for uma mulher, eu aconselho que se case com ela, caso a intimidade pule de nível. Porque existem coisas que os dois irão querer fazer juntos como dividir o banheiro e isso só o casamento permite.
E conhecendo as pessoas, você nota que ela não é tão perfeita assim, e faz coisas como qualquer outro ser humano. Sim! Mulheres peidam e reinam (reinar, trono, diarreia, saca?). Tenho duas irmãs que não me deixam mentir.
Algumas mulheres usam disso pra tentar afastar o homem (se o numero 2 tiver um odor de mais de 10% elas conseguem), outras usam disso pra se aproximar do homem e Deus usa disso pra edificar o homem.
No fim tudo se resume um uma coisa. Somos vasos nas mãos do oleiro. Vasos sanitários, claro!

Marcos Vinicius