domingo, 13 de janeiro de 2013

ÁS DE COPAS


Vamos brincar de ser razoáveis  Vamos, apenas por um dia, colocar as cartas na mesa e dizer tudo o que precisa ser dito, sem compromisso nenhum com a realidade. 
Eu não sei voce, mas pra mim não amar é chato e não ter voce perto, é pedir pra que a saudade case comigo.
Se voce não percebeu, eu ando correndo atrás do seu sorriso, feito um dentista obcecado. Ele por dentes, eu por voce e seu pai pelo meu pescoço.

Também não sou nenhum maniaco, que te observa a cada passo, querendo exausta e compulsivamente saber onde voce esta, o que faz e com quem fala. Porque pra mim amar é saber detalhadamente de tudo o que voce gosta de fazer, qual sua cor preferida e que tipo de música voce gosta de ouvir. E pra existir esse conhecimento, não precisa ser formado em espionagem, jamesbondismo, ou assistir ao Futura, é só sentar e conversar, ou não sentar, ou sentar e não conversar. O que importa é estar junto. Sempre com bom humor - no meu caso, humor negro.

E de vez em quando a gente até cria N situações pra que o mundo gire e as circunstancias nos unam. Uns chamam de corre, outros de desespero. Eu diria criatividade. Até porque o amor não cresce se não for regado, nem se voce ficar parado esperando que o desenrolar desta historia caia do céu.

Ah, o céu!

Cá estou eu dizendo coisas e mais coisas que expõe de forma não tão sutil o que se sente aqui dentro - que não é pouca coisa-, enquanto voce ri, fazendo o céu ficar mais azul e mais perto de se tocar.

Vou ser razoável,  vou dizer a verdade, porque enquanto jogamos, o mundo gira, as coisas mudam e as oportunidades se extinguem, então que flua a sinceridade. Não como algo impensado, improprio e inconsequente, mas vamos dar ao amor a oportunidade que ele merece, sem compromisso com a realidade. 
Porque nada é real enquanto não houver amor. 
Sua vez.